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                                                                              RENEUZA BORBA
                                                                                 Presidente

O Governo Federal lançou em 16/4/2010,  em Porto Alegre (RS), uma parceria inédita. A Anvisa, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e a organização filantrópica Instituto Avon vão desenvolver um sistema que irá monitorar e avaliar os serviços de mamografia do país.

O coordenador do “Projeto-Piloto de Garantia de Qualidade dos Serviços de Mamografia do SUS” na Anvisa, João Henrique Campos, afirma que a iniciativa poderá reduzir a mortalidade de mulheres com câncer de mama. “A qualidade da imagem aumenta o acesso, porque, com a melhoria, os erros são minimizados e a necessidade de repetir exames diminui. Como isso, mais mulheres têm acesso às mamografias”, explica.

“A idéia é criar o Sismama. Com ele, será possível melhorar a imagem do exame e elaborar critérios para o credenciamento dos serviços com mamógrafos”, antecipa o analista de Controle de Câncer do Inca, Ronaldo Corrêa.

O diretor-geral do Inca, Luiz Santini, representou o ministro da Saúde na cerimônia de lançamento. De acordo com ele, a proposta de lançar o projeto-piloto é inovadora por reunir diversos entes da sociedade. “Vamos desenvolver uma metodologia que permita uma estratégia nacional para a avaliação permanente e de controle, com caráter educacional e não punitivo”, ressalta.

Além de Porto Alegre, o projeto-piloto será desenvolvido no estado da Paraíba e nas capitais Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO). A partir dessas experiências, será possível estabelecer uma estratégia de expansão nacional. Segundo Santini, o projeto ocorrerá no estado e nas três capitais, porque nelas já existem projetos que tratam do tema.

Legislação

Atualmente, a Portaria 453/98, do Ministério da Saúde, regulamenta as técnicas utilizadas nas mamografias. “A norma estabelece quais testes devem ser feitos nos equipamentos”, explica a gerente-geral substituta de Tecnologia em Serviços de Saúde da Anvisa, Regina Barcellos.

Conforme prevê Barcellos, até o final deste ano, a Anvisa irá publicar resolução que regulamenta o controle de qualidade dos mamógrafos. “Um de nossos objetivos é possibilitar resultados ainda mais seguros e com melhor qualidade das imagens”, destaca.

Números e prevenção

O Sistema Único de Saúde realizou 2,6 milhões de mamografias somente em 2006. Cerca de 50 mil desses exames indicaram novos casos de câncer de mama, de acordo com dados do Inca. Segundo o instituto, a detecção precoce da doença reduz em até 35% a possibilidade de morte.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, perdendo apenas para o de pele. Segundo dados do Inca, há um risco estimado de 52 casos da doença para cada grupo de 100 mil mulheres.

O analista do Inca Ronaldo Corrêa calcula que são necessárias cerca de 4,5 milhões de mamografias por ano para cobertura de 75% das mulheres consideradas população-alvo do rastreamento populacional do câncer de mama. Fazem parte desse grupo mulheres acima de 35 anos e com histórico de câncer na família.


Informação: Assessoria de Imprensa da Anvisa




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